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É usual nosso país uma certa acomodação à ideia de que cá tudo está mal, são as listas de espera nos hospitais, os médicos que cometem erros, os impostos altos de mais, um sem número de exemplos que nos faz pensar que estamos rodeados de maus profissionais. Felizmente nem tudo é assim, ao que parece existem algumas pessoas que na sua área profissional até são competentes, neste caso específico pessoas apelidadas como "ambientalistas" (uma terminologia não muito bem definida), ou militantes do partido os verdes (quando se calhar até são do partido do governo), mas que no final de contas apenas trabalham numa área que as leva muitas vezes a ter de ir contra diferentes interesses que estão instalados na nossa sociedade. A tragédia que assolou a Madeira é um óptimo exemplo deste fenómeno de descrença sobre a opinião de alguns profissionais e académicos, foram uma série de consequências anunciadas e publicadas em vídeo, acessíveis a qualquer pessoa. Jardim do Mar, Madeira
Os dois vídeos apresentados de seguida fazem parte do programa Biosfera da Rtp 2 e demonstram bem a que ponto pode chegar a inactividade de quem decide. É essencial para um desenvolvimento saudável da sociedade que esta se adapte ao meio que a rodeia, quer em termos sociais como ambientais, importa não esquecer nunca que a sociedade na qual vivemos e tudo que daí resulta, se estabeleceu sobre algo que tem uma dimensão inigualável, a natureza. Devemos por isso respeitar o que ela impõe, criar, construir e viver de acordo e em sintonia com o que compõe a natureza, por caso contrário, exemplos como este irão repetir-se mais do que uma vez. A construção irracional ao longo da nossa costa, casas em leitos de cheias, "obras de arte" de engenharia civil que não respeitam o espaço natural onde se enquadram, todas elas têm como destino este confronto directo com a natureza, do qual dificilmente não sairão derrotados. Esta tragédia que se abateu à umas semanas na Ilha da Madeira faz pensar em muita coisa, mas acima de tudo faz pensar na apatia e conformismo com que a sociedade encara determinadas situações. Este facto acentua-se quando está em questão a vida humana, neste caso a perda de vidas humanas, que poderiam ter sido evitadas. Cabe-nos a nós, enquanto cidadãos, profissionais e Bodyboarders mudar esta atitude, dar crédito a quem o merece e ter uma posição pro-activa neste pedaço de terra da velha Europa, no mínimo para que tragédias destas não se repitam. Tb
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